quarta-feira, 8 de abril de 2009

Grazi Massafera sensualíssima na Vanity Fair

Depois de Gisele Bundchen, chegou a vez da belíssima Grazi Massafera, que ganhou fama nacional depois de participar do Big Brother em 2005 e protagonizar este ano a novela global Negócio da China, posar para a revista Vanity Fair de abril. Grazi está em nada mais, nada menos que 12 páginas da revista.
As fotos, feita pelo badalado fotógrafo italiano Claudio Carpi, foram realizadas há alguns meses, no centro do Rio. Carpi já fotografou grandes celebridades como Sean Penn, Marcello Mastroiani, Nicole Kidman, Antonio Banderas, George Clooney e Monica Bellucci.
As peças usadas por Grazi na sessão foram das grifes Gucci, Prada e Versace, além das brasileiras Guilherme Tavares, Pedro Lourenço e Zoomp.
O editor da publicação disse como a loira foi escolhida e a elogiou:
“Grazi simboliza uma mulher maravilhosa totalmente possível e real”.
“Fiquei lisonjeada com o convite. No início, achei que era brincadeira. Depois, me senti muito prestigiada por entrar para o grupo seleto de artistas brasileiros que já fotografaram para publicações internacionais, como Fernanda Lima e Rodrigo Santoro”, disse Grazi.

Fonte: site Terra






segunda-feira, 6 de abril de 2009

Felicidade sim

Cheguei à conclusão que vira e mexe nesse últimos anos sempre nos pegamos repetindo a frase “Eu era feliz e não sabia”, principalmente nós brasileiros, também não é pra menos com tanta violência nas ruas, assaltos, hoje em dia a coisa está feia ao extremo. Os jornais dividiam o espaço com notícias não muito distante de nossos olhos e de nossa realidade cotidiana.
Li há alguns dias em uma coluna de uma revista de circulação nacional um texto-desabafo da escritora Lya Luft, ela escreveu assim: “ Sinto medo de num futuro muito próximo, ver as pessoas vivendo como ratos, organizados em seus lares com minishoppings, comida pré-pronta, diversão cibernética, amizades virtuais e do lado de fora de nossas vidraças um trágico cenário de cruzes, prostituição e balas perdidas”. Não posso negar que penso bem parecido como ela e a cada dia que passa, a cada manchete que leio, vejo ecoando em minha mente a mesma frase de sempre: “Eu era feliz e não sabia”.
Pensando agora melhor...Existe alguma forma de ser feliz e não saber?
Claro que sim, o problema é que o ser humano nunca esta satisfeito com o que tem, nós hoje em dia andamos tão apressadamente querendo tudo ao mesmo tempo agora e quando passa o tempo descobre-se que o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida e que nem paramos por alguns minutos para refletir sobre a nossa felicidade, pelo o que vale a pena mesmo lutar na vida, quais os caminhos que são nossas prioridades, quais os sonhos que queremos que se realizem realmente. Até porque o que ontem era o ideal pode ser que hoje não seja, somos seres inconstantes, por isso, a felicidade é algo tão subjetivo e relativo, mesmo assim queremos, isso é incontestável.
Demoramos para enxergar a pessoa que somos e às vezes demoramos uma vida inteira tentando descobrir o que queremos. Enfim...Somos complexos demais. Eu adoro a frase do Vinicius de Morais que diz: "Que seja Eterno enquanto dure".
Serei feliz então com as minhas recordações até porque o tempo não volta atrás, o tempo é atroz e a pessoa que somos ontem foi reconstruída pelo pessoa de hoje, amanhã não sei quem e se serei melhor, se aprenderei mais com meus próprios erros, se me arrependerei de algumas coisas, se sentirei saudade de outras, mais é a vida, ela sempre nos ofereçe novas oportunidades. Como dizia a música: O que é? O que é? Do Gonzaguinha: "Eu fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida, é bonita e é bonita...".

Afinal a felicidade de hoje, amanhã pode ter outras cores, outras formas e outros jeitos para se encaixar na nossa vida no que queremos tanto, no que desejamos tanto. Esse pensamento não tira o mérito do passado, pois o que passou é seguro e eu já conhecemos muito bem. O presente sim deixa dúvidas e o pior de tudo é o futuro, que eu nunca vimos a cara, nem sabemos nada sobre ele. Sinceramente eu espero lembrar de hoje sentindo saudades de amanhã.
Me veio à cabeça agora outra música perfeita, do Carlinhos Brown e da Marisa Monte intitulada Pra ser sincero, para fechar esse momento, que diz assim:

“Eu era tão feliz
E não sabia, amor
Fiz tudo o que eu quis
Confesso a minha dor
E era tão real
Que eu só fazia fantasia
E não fazia mal
E agora é tanto amor
Me abrace como foi
Te adoro e você vem comigo
Aonde quer que eu voe...”

segunda-feira, 30 de março de 2009

Seres noturnos

Ele ao som de Armstrong
Cabaret, puro jazz
Ela ao som de Fitzgerald
Lady is a tramp, swing blues
Eu à ouvi-los
Nós, sons, eles, elas e uma lua dupla
Na voracidade da noite
No escuro do mundo
Sem cores e sem cortes
Na hora dos notívagos, seres noturnos
Escondidos da luz e do pecado
No alto da torre negra, na zona morta
Acima do bem e do mal.

(Codinome Pensador)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Every time we say goodbye

Every time we say goodbye
I die a little
Every time we say goodbye
I wonder why a little
Why the Gods above me
Who must be in the know
Think so little of me
They allow you to go.

When you're near
there's such an air
of Spring about it
I can hear a lark somewhere
begin to sing about it
Theres no love song finer
But how strange the change
From major to minor
Every time we say goodbye.

Autor: Cole Porter

O tempo, o lugar e a hora certa

De uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas.
Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto, mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo! Isso é foda! Quem tem pressa come cru! Dizer isso pra minha falta de paciência que é a questão.
Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.
Alguém poderia dizer: Qual é o tempo certo?
Bom, como dizem, basta observar os sinais. Que porra de sinais são esses?
O sinais, eu acho na minha lírica opinião, que é quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até em nossa vida, surgem então pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer, tenho a certeza que o sincronismo do universo se encarregará de colocar você no tempo certo, no lugar certo, na hora certa, diante da situação ou da pessoa certa.
Basta você acreditar que nada acontece por acaso. E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas minhas linhas. Tente observar melhor o que está a sua volta, tudo e todos.
Com certeza alguns desses sinais já estão por perto e você nem os notou ainda. Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro.

Nunca pense que Deus o colocou no lugar errado. Você está no lugar certo e vivendo a hora certa. Ele é sábio, não erra, não se enganou com relação a você. Afinal cada um colhe de acordo com o que planta nessa nossa vida louca e insana, creia nisso e aceite o mundo. Não reclame. Não peça aos céus para mudá-lo de lugar, sem forte razão.
Sentir-se bem colocado no mundo, quer dizer que você está numa boa fase para progredir e transcender.
Platão disse, do auto de sua sabedoria em uma de suas frases:
"Nós chegamos tarde demais para os Deuses e cedo demais para alcançarmos o Ser.” Isso é a mais pura verdade. Concordam?

sábado, 21 de março de 2009

Música+cérebro= Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos.




A banda inglesa Radiohead, principal atração do festival Just a Fest, realizado no Rio de Janeiro nesta sexta-feira, brilhou na primeira visita ao Brasil e envolveu com sua particular atmosfera, em um misto de tensão e emoção, milhares de pessoas que esperaram mais de 15 anos por esse show. O grupo liderado por Thom Yorke coroou a noite de música eclética que contou também com a banda eletrônica alemã Kraftwerk e com Los Hermanos, que voltou a se reunir após dois anos . Apesar de não ser uma banda das massas, mas sim de culto, o Radiohead conseguiu reunir 25 mil pessoas na Apoteose, palco para o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.
Com a música 15 Steps a banda de Oxford abriu um show em que repassou a maioria das canções de seu último álbum In Rainbows, que entrou para história por, em uma decisão inédita do grupo, ter sido vendido pelo preço que os fãs acreditavam ser justo pagar.
All I need, Bodysnatchers e Nude foram responsáveis por um dos momentos mais intensos do espetáculo. Emoção que chegou a seu ponto máximo quando a banda lembrou um pouco do passado ao tocar músicas badaladas dos anos 90. Karma Police, Pyramid song, Idioteque e Paranoid Android, já no final, também envolveram o público, sobre o qual a voz de Yorke conseguiu se elevar em muitos momentos, até conseguir se unir à da plateia em No Surprises, outra das músicas emblemáticas da banda.
Em sua primeira aparição no Brasil, no entanto, o Radiohead teve que dividir o papel de destaque com Los Hermanos, que em abril de 2007, resolveu dar um tempo e voltou a se reunir unicamente para a abertura do show do Radiohead.
Embora com o local ainda por encher, o Los Hermanos estava em casa e não decepcionou seus fiéis seguidores, que já pareciam cansados de esperar para ouvir, quem sabe pela última vez, O Vencedor, Sentimental e outro sucessos.
O tom extravagante da noite foi dado pelos alemães do Kraftwerk, autênticos dinossauros da música eletrônica que estão prestes a completar 40 anos em atividade e que, hoje, só contam com um membro de sua formação original.
Protegidos atrás de seus computadores e apoiados por projeções digitais em suas costas, os alemães transformaram, durante pouco mais de uma hora, a Apoteose em uma pista de dança improvisada, na qual não faltaram as indispensáveis Tour de France, Manmachine e The Robots.


História e discografia:
O Radiohead lançou seu primeiro álbum Pablo Honey, em fevereiro de 1993. Seu estilo musical foi comparado ao grunge, estilo bastante popular nos anos 90.
Seu segundo álbum The Bends, no fim de 1994, tendo o lançado em maio de 1995. Enquanto a cena de bandas de Britpop dominava a atenção da mídia, o Radiohead finalmente havia feito sucesso em sua terra natal.
OK Computer o terceiro álbum de estúdio da banda, foi lançado em junho de 1997. Consideravelmente composto por canções de rock bastante melódicas, nesse álbum também mostrou o Radiohead experimentando novas estruturas em suas canções, incorporando música ambiente, elementos de noise e influências eletrônicas. Em OK Computer foi a primeira gravação da banda que atingiu a primeira posição na parada britânica, o que fez com que o sucesso comercial do Radiohead aumentasse ao redor do mundo. Ainda que tenha atingido a modesta 21ª posição nas paradas norte-americanas, OK Computer foi bastante aclamado neste país, tendo recebido o Grammy de Melhor Álbum Alternativo, e uma indicação para Álbum do Ano.
No começo de 2000, tal como havia ocorrido com OK Computer, o quarto álbum Kid A recebeu o Grammy de Melhor Álbum Alternativo e uma indicação para Álbum do Ano. Ainda que o sucesso comercial deste álbum tenha sido inegável, Kid A foi tão aclamado quanto criticado. Muitos críticos definiram Kid A como "um suicídio comercial", e pediram por um retorno do antigo estilo da banda.
Amnesiac, o quinto álbum de estúdio do Radiohead, foi lançado em junho de 2001, contendo faixas adicionais das sessões de gravações de Kid A. O estilo musical da banda neste álbum permaneceu o mesmo de Kid A, com a fusão de rock e música eletrônica, mas este álbum incorporou mais elementos de jazz. Amnesiac foi um sucesso comercial e de crítica ao redor do mundo, atingindo a segunda posição.
O sexto álbum Hail to the Thief, foi lançado em Junho de 2003. Misturando as influências de toda a carreira do grupo, Hail to the Thief combinou as guitarras distorcidas com sons eletrônicos e as letras de Thom Yorke, já livre de seu bloqueio criativo.
O sétimo álbum de estúdio da banda In Rainbows, foi lançado em outubro de 2007 sob a forma de download digital, onde os compradores escolhiam o quanto queriam pagar pelas músicas. O sucesso de In Rainbows nos Estados Unidos da América marcou o maior sucesso da banda nas paradas desde Kid A, ainda que tenha sido o quinto álbum da banda a atingir a primeira posição no Reino Unido.

O Kraftwerk foi fundado em 1970, com experiência e influência do produtor Konrad "Conny" Plank foram também significativa. como resultado do seu trabalho com os Kraftwerk, tornou-se num dos mais requisitados no final dos anos 70. Plank produziu os primeiros quatro álbuns da banda, mas parou de trabalhar com os Kraftwerk depois do sucesso comercial de Autobahn, aparentemente devido a disputas com contratos da banda. Emil Schult tornou-se num colaborador regular do grupo no início de 1973, originalmente tocando baixo e violino, produzindo material visual da banda e letras e os acompanhando em digressões.
Após vários álbuns experimentais, o sucesso da banda veio em 1974 com o álbum Autobahn, e a sua faixa de 22 minutos motorik. A canção foi um hit mundial, demonstrando a grande relação da banda com sintetizadores e outros instrumentos electrónicos. Este álbum foi seguido por uma trilogia de álbuns que influenciou bastante a música popular posterior: Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977) e The Man Machine (1978). Em 1975 formou-se o que ficou conhecido como a formação clássica do Kraftwerk, para a digressão de Autobahn. Juntaram-se a Hütter e Schneider Wolfgang Flür and Karl Bartos como percussionistas electrónicos. Em meados de 1999, as gravações originais de Tour de France foram finalmente lançadas em CD, indicando um reinício das actividades da banda. Em 2000, o ex-membro Flür publicou uma autobiografia na Alemanha, Kraftwerk: I Was a Robot, revelando vários novos detalhes sobre a vida da banda. Hütter e Schneider mostraram, no entanto, hostilidade à obra.
Em Agosto de 2003, a banda lançou Tour de France Soundtracks, o primeiro álbum desde Electric Café, de 1986. Em junho de 2005, a banda lançou um álbum ao vivo, Minimum-Maximum, que foi compilado de apresentações da banda durante a digressão européia no início de 2004, recebendo várias críticas positivas. A maioria das faixas consistia em remodelagens de antigas faixas de estúdio. O álbum foi galardoado com o Grammy para melhor álbum de música electrónica. Juntamente com o CD, foi lançado um DVD que contém vários vídeos de apresentações em várias localidades no mundo.

Los Hermanos é uma banda brasileira de rock alternativo formada no Rio de Janeiro em 1997, que mistura rock com elementos da música brasileira como o samba e a MPB, além de ter flertado com o Ska, o Reggae e o Hardcore. Os até então estudantes de jornalismo da PUC-RJ, Marcelo Camelo e Rodrigo Barba, iniciaram a formação de uma banda. Com a entrada dos músicos Rodrigo Amarante e Patrick Laplan e com a saída de três músicos de sua formação (o trompetista Márcio e os saxofonistas Carlos e Victor).
Em 1999, a banda assinou com a gravadora Abril Music e lançou seu primeiro CD, homônimo Los Hermanos, que repercutiu entre o público jovem, identificados com as letras estilo Jovem Guarda. O sucesso do álbum foi puxado pela música Anna Julia, escolhida pela gravadora como primeiro single do trabalho.Dois anos depois, em 2001, o grupo lança o álbum Bloco do Eu Sozinho. Depois de algum tempo do lançamento, a crítica especializada começaria a elogiar o álbum, que ganhou notoriedade no meio após ter chegado ao conhecimento de todos a divergência que havia entre a banda e a gravadora. O ano de 2003 chegava e já na BMG (atual Sony&BMG), os Hermanos lançaram o álbum Ventura. Antes chamado de Bonança, o disco teve uma curiosidade em seu preparo: o primeiro disco nacional a vazar em sua fase de pré-produção. Em 2005 chega o quarto CD da banda: 4. O álbum mostrava um conteúdo mais introspectivo e uma aproximação mais impactante com a MPB. O disco, no entanto, seria considerado "irregular" pela grande crítica. Pela predominância de um clima saudoso nas letras de Camelo e Amarante, 4 dividiu novamente o público: a banda estava em mais um novo rumo. Em abril de 2007, a banda anunciou um recesso por tempo indeterminado nos trabalhos, alegando o acúmulo de muitos projetos pessoais ao longo de seus dez anos de carreira.
Fonte: Site G1

quarta-feira, 18 de março de 2009

Eu vi. Filme: Quatro minutos


Sinopse: Alemanha, pós guerra, um presídio de mulheres. Uma senhora que dá aulas de piano no presídio a quem quiser se interessar. Numa missa esta senhora observa uma moça tocando num banco da igreja como se fosse um piano, impressionada procurou a direção da peninteciária e só continuaria dar aulas se esta moça também fizesse parte das aulas. A presa acusada de assassinato é uma rebelde, revoltada com tudo e todos pelo histórico de sua vida, ficando difícil trabalhar as aulas com ela. Aos poucos a professora descobre um prodígio musical na detenta e aí se estabelece uma amizade forte entre elas, e os percalços não impedem que o talento seja conhecido em apenas "quatro minutos". As atrizes desconhecidas do grande público, foram muito elogiadas pela crítica mundial e estão excelentes no filme. Destaque para a interpretação baseada em expressões muito fortes da professora e nas atitudes da jovem atriz que faz uma perfeita fusão de uma desiludida detenta se contrapondo à uma talentosa pianista.
Ficha técnica: Direção: Chris Kraus/ Ano de lançamento: 2007/ Título original: Vier Minuten/ Gênero: Drama/ Origem: Alemanha/ Elenco: Monica Bleibtreu, Hannah Herzsprung, Sven Pippig, Richy Müller
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segunda-feira, 16 de março de 2009

A bela do cinema


Estrela do sétimo céu e da sétima arte

Ela decora o seu papel, personas e outras personagens

Ela é musa, mas fundo ela é atriz, engana

Ela é perfeição em forma de mulher, encanta

Que mistérios seu rosto esconde?

Uma beleza sem fim, um enigma para o meu desejo, um vício que escraviza

Musa de Lumière! Belle femmina et renne!

Seu olhar angelical, seu sorriso de Afrodite, seu jeito de Marilyn

Faz o teu papel e eu faço o meu

Faz cena no meu filme da vida real

Quando você sorri, eu sou muito mais feliz

Eu sou feliz, quando você é a atriz principal

Eu coadjuvante, você protagonista do meu mundo sensorial

Cristina em Barcelona, Kay Lake em versão blonde platine, Charlotte em Tóquio

A bela do cinema, a moça com o brinco de pérola, a última das Scarletts.
(Codinome Pensador)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Humor paraense com novo fôlego


Com menos de um ano de estrada, o grupo paraense de stand-up comedy "Em Pé Na Rede" está bombando como se diz a linguaguem moderna em primeira mini-temporada em teatro. David Mansour, Murilo Couto, Osmar Julio, Rominho Braga e Victor Camejo são os integrantes de novo humor paraense. “A expectativa é muito grande. A maior plateia para a qual já nos apresentamos tinha em média umas 110 pessoas. Agora o teatro tem 400 lugares. Vai ser bem diferente”, comenta Osmar se referindo à nova temporada do espetáculo que eles irão apresenta no Teatro Maria Silvia Nunes, da Estação das Docas.
“Vamos apresentar o que fizemos de melhor durante esse período, assim não corremos o risco de errar. A nossa platéia se renova pouco e o teatro vai nos ajudar a chamar caras novas para os shows”, diz o humorista.
Os textos, todos criados pelo grupo, falam de forma bem humorada e inteligente sobre coisas do cotidiano, figuras populares, política, sociedade e muito mais.
O grupo “Em Pé Na Rede” foi formado em junho do ano passado por cinco estudantes, sendo que o mais novo tem 18 anos e o mais velho tem 23. “Sempre fomos os mais engraçados dos nossos grupos e, quando nos conhecemos, logo decidimos montar o "Em Pé Na Rede”, diz o humorista. Seis meses depois, os humoristas foram contemplados com o Prêmio Top de Incentivo Cultura, promovido pelo Caderno Top, do jornal Diário do Pará e a Coluna Baladas & Badalados.
Outro apoio importante foi a vitória do integrante Murilo Couto num concurso pela internet, promovido por Rafinha Bastos, apresentador do Programa CQC, da TV Bandeirantes. Murilo enviou um vídeo com a sua performance e foi o escolhido entre internautas de todo o país. Os humoristas explicam que o nome “Em Pé na Rede” faz alusão ao gênero “standup comedy”, conhecido como “comédia em pé”.
O “stand-up comedy” é um o gênero de comédia de origem norte-americana, que valoriza o humorista de cara limpa, sem maquiagem ou personagens, utilizando sim, um texto seu, sua versatilidade e capacidade de improviso no palco. E acrescenta: “Não fazemos piadas. São apenas as nossas opiniões, colocadas de maneira inteligente e bem humorada”.
endereço do blog do grupo "Em pé na rede", para mais maiores informações e se quiser conhecer mais sobre esse novo humor paraense: (http://empenarede.wordpress.com/).

Fonte: Jornal Diário do Pará.

terça-feira, 10 de março de 2009

Sinceridade versus sincericídio

Ser uma pessoa sincera na maioria das vezes é tido como uma virtude. Ser sincero requer muito cuidado e respeito. O que contarei, o segredo que vou revelar ou a opinião que emitirei terá alguma utilidade?
Não podemos sair por aí falando tudo que nos dá na telha pelo simples fato de que somos sinceros. Podemos pensar em ser sinceros com as pessoas com as quais temos maior intimidade, mas mesmo assim nem sempre a sinceridade é bem vinda. Podemos ser sinceros com as pessoas que sabemos, ou pelo menos acreditamos, que não sofrerão com aquilo que vamos falar, isto é, não haverá um suicídio ou um sincericídio.
Não tenho lembrança de onde tirei este termo, li em algum lugar e me apaixonei por ele. Sincericídio significa isto mesmo. Sinceridade somada ao suicídio.
Muita gente, por querer ajudar, já abriu a boca e logo percebeu que devia ter ficado calada. Quem nunca fez um comentário aparentemente sem maldade, mas que pegou muito mal? Quem nunca respondeu a uma pergunta sobre qualquer coisa de forma sincera e ficou com a antipatia da pessoa que pediu aquela opinião?
Sinceridade pode se transformar em sincericídio facilmente. Sinceridade e intrusão também têm uma linha divisória bem tênue. Outros tantos, com a desculpa da sinceridade, acabam sendo intrusivos, agressivos e maldosos. Sinceridade boa é aquela que faz crescer, que acrescenta, que amplia e que assim é bem vinda.
A sinceridade que apenas maltrata, desorganiza e desestabiliza sem nenhum objetivo concreto, com certeza não é bem vinda. Troque a palavra sinceridade por bom senso. Ele deve ser o norteador de nossas opiniões.
Me lembrei agora de uma puta frase que é perfeita para fechar esse meu ensaio sobre a sinceridade versus o sincericídio, é do estadista Winston Churchill, que resistiu a Hitler enquanto toda a Europa estava dominada pelo nazismo e diz assim: " Em tempo de guerra, a verdade é tão preciosa que ela precisa ser guarnecida por uma escolta de mentiras." Essa frase é federal, é pra refletir mesmo. Reflitam!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tô lendo. Livro: Um livro de horas (Emily Dickinson)

Coletânea de poemas de Emily Dickinson, de seleção, tradução e ilustração de Angela Lago é um exemplo de obra disposta a trabalhar diferentes linguagens num exercício de criatividade e engenho. São 24 poemas escolhidos entre os 1.775 escritos que compõem a obra completa da autora, publicada postumamente por Thomas H. Johnson. Editora: Scipione/ 64 págs.
O livro constituíe um gênero medieval, contendo orações e salmos para as diversas horas do dia. Resgatando na minha opinião a relação da poesia com a religiosidade, elaborando assim uma composição na qual a associação plástica de imagens de flores, paisagens e outros contornos integram o texto poético. De certa forma, isso não deixa de ser um homenagem à poeta ou poetisa, como queiram, que em sua produção cotidiana também utilizava desenhos, bordados e outros motivos plásticos para ilustrar poemas dedicados a amigos. A palavra, com seus ritmos, sons, sentidos e simbologias, conta também com as sugestões imagéticas bordadas e anexadas ao texto, costurando ou constituindo um tecido bem amplo.

" Se o homem é transcendência, ir mais além de si mesmo, o poema é o signo mais puro desse contínuo transcender-se, desse permanente imaginar-se. O homem é imagem porque se transcende. As imagens do mundo, das coisas mais simples, do sujeito perdido em suas buscas são criadas por esse permanente imaginar, imaginar-se configurado a cada poema."

(Emily Dickinson)

Garfield

























sábado, 28 de fevereiro de 2009

Todo carnaval tem seu fim

Todo dia um ninguém José acorda já deitado
Todo dia ainda de pé o Zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer mas o dia insiste em nascer
pra ver deitar o novo.

Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
E é o fim, e é o fim.

Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz.

Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
Pra põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?

Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz.

(Los Hermanos)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ele é estranho porque é bom ou ele é bom porque é estranho?


Ele é estranho mas é muito bom de ouvir, suas performances são altamente excêntricas, suas roupas esquisitas e sua voz é completamente incomum. A descrição pode parecer usual quando o assunto é música pop, mas desta vez estamos falando de uma figura realmente rara, que chegou para abalar a mesmice e o conservadorismo do cenário pop mundial.
Trata-se de Antony Hegarty, 34 anos, vocalista do grupo Antony and The Johnsons, que está fazendo a cabeça dos antenados ao redor do mundo.
Pode-se dizer que Antony é uma mistura exótica de Peter Gabriel, Boy George, Nick Drake, Nina Simone e Otis Reading. Seu visual altamente andrógino chega a enganar os desavisados, mas o melhor de tudo é que ele faz uma música deliciosamente poética e melancólica.
Engana-se, porém, quem pensa que toda essa extravagância faz parte de um golpe de marketing para lançar mais um grupelho qualquer. Ela pode até contribuir para aumentar as vendas, mas o verdadeiro trunfo de Antony está mesmo em sua voz. Diferente, ela oscila entre graves sombrios, trêmulos profundos e agudos lânguidos, quase femininos, além de possuir uma carga dramática capaz de marejar olhos. Algo raríssimo na música pop de hoje em dia.
Hegarty mora há anos em Nova York, lugar escolhido por seus pais assim que deixaram a Inglaterra . Quando chegou à cidade, nos idos de 1990, não passava de um adolescente inglês tímido e deslocado. Logo se infiltrou no circuito gay e underground da metrópole americana e aventurou-se por cabarés e companhias independentes de teatro. Daí, para se juntar com amantes do blues, jazz, música alternativa e formar uma banda, foi um pulo.
O CD lançado em 2005 habita até hoje de 10 entre 10 Ipods de modernosos por aí chama-se I Am a Bird Now, e é o segundo da banda. O primeiro, auto-entitulado, foi lançado em 2000 e por incrível que pareça, passou despercebido. Aliás, o sucesso demorou a chegar. Em recente entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o cantor diz que, durante muito tempo sofreu grande preconceito e sentiu-se marginalizado. “Acho que hoje em dia uma janela na área de cultura se abriu, as pessoas se sentem atraídas por músicas que sejam expressivas, emocional e fisicamente falando” diz. “Tenho a sensação de que as pessoas estão finalmente acordando. Estão finalmente começando a chacoalhar esse sentimento opressivo de cinismo e consumo desenfreado que têm nos mantido reféns ultimamente.” completa otimista.
O estrambótico de hoje foi descoberto pelos estranhos de outrora. Foi graças a Lou Reed (ex-Velvet Underground) e Laurie Anderson (musicista e performer) que o mundo teve a oportunidade de conhecer Antony and The Johnsons e sua música. Entre seus fãs estão ícones como David Bowie, Bette Middler e Boy George, Leonard Cohen, influência direta de Hegarty, que o convidou a participar do disco, cantando a belíssima ‘You Are My Sister’. Também contribuem no CD Rufus Wainwright, Devendra Banhardt e o “padrinho”, Lou Reed, que toca guitarra na comovente ‘Fistful of Love’.
Não fugindo muito ao padrão, a capa de I Am a Bird Now também faz referência a figuras incomuns e marcantes do ambiente pop. Ele traz a foto de Candy Darling, musa da lendária Factory, estúdio do artista-plástico e pai da pop art, Andy Warhol, “em seu leito de morte”, como está definido nos créditos. Os destaques do trabalho são as já citadas ‘You Are My Sister’ e ‘Fistful of Love’, ‘My Lady Story’, ‘For Today I Am a Boy’, ‘What Can I Do’, entre outras.
O álbum tem fortes influências de soul, jazz clássico e blues, tudo muito bem embrulhado numa levada pop atual, mas com um sofisticado e irresistível ar retrô. O CD levou o troféu de melhor álbum do ano no Mercury Prize de 2005, principal prêmio da indústria fonográfica britânica. Realmente, para sentir a música de Antony and The Johnsons em sua totalidade, só ouvindo mesmo. E nesse seu estilo bem peculiar Antony Hergaty lançou seu terceiro álbum ano passado, com uma certa extravagância mas sem perder a ternura jamais. Em The Crying Light sua genialidade está mais própria e madura, reduziu um pouco a dramaticidade que fez no seu álbum anterior I'm A Bird Now uma verdadeira obraprima. The Crying Light chega com sabor de sarau intimista ao redor de uma fogueira, com som baixinho e muita poesia. É um Antony mais recatado, mas ainda assim doce e emocionante.

Fonte: site G1

Os melhores de 2008

Os 15 melhores filmes lançados no ano passado, dentre os exatamente 331 títulos que desembarcaram em nossos cinemas, incluindo relançamentos e novas produções. Foram citados 47 longas-metragens, dos mais diversos gêneros. Listagem final realmente representa aquilo que os editores de cinema consideram como o melhor da safra que passou. Vamos a eles:

1°- Onde os Fracos Não Têm Vez
2°- Sangue Negro
3°- WALL·E
4°- Batman - O Cavaleiro das Trevas
5°- Na Natureza Selvagem
6°-O Escafandro e a Borboleta
7°-Desejo e Reparação
8°- Persépolis
9°- Linha de Passe
10°- 4 Meses, 3 Semanas e 2 dias
12°- Vicky Cristina Barcelona
13°- Queime Depois de Ler
14°- O Orfanato
15°- O Caçador de Pipas

Todo mundo sabe que música, é o que não falta, e durante todo o ano de 2008, já fizeram e fazem grandes sucessos diferentes ritmos e estilos de músicas. Por isso, se você quer saber quais são as melhores músicas de 2008, então de uma olhada no top hit das 15 mais:

1°- Rihanna - Don’t Stop The Music
2°- Ida Corr - Let Me Think About It
3°- Cezár Menotti e Fabiano - Ciumenta
4°- Fresno – Uma música
5°-Madonna e Justin – 4 Minutes
6°-Alex Gaudino – Destination Calabria
7°- Aviões do Forró – Chupa que é de uva
8°- Sharon – Dança do Quadrado
9°- Badado Novo – Extravasa
10°- James Blunt - Same Mistake
11°- Kasino – Clap yor Ramps
12°- NX Zero – Cedo ou Tarde
13°- Grupo Tradição - Quem mandou largar de mim
14°- House Boulevard - Set Me Free
15°- Jeito Moleque - Teu segredo

Dentre as melhores leituras de 2008 segundo alguns críticos estão livros excelentes, bons, regulares e ruins. Surgiu assim os 15 melhores livros do ano que passou. O principal critério de classificação está naqueles que mais influenciaram o pensar, o falar e principalmente, o escrever desses críticos muito atentos as novidades literárias. São pérolas que trazem não só boas histórias, mas bons contadores de histórias, onde o mais importante não é o que se conta, mas como se conta. Abaixo segue a lista dos livros que fizeram cabeça de muitos em 2008 e que com certeza levariam para uma ilha deserta.

1°- Jó: romance de um homem simples ( Joseph Roth)
2°- Acenos e afagos (João Gilberto Noll)
3°- A menina que roubava livros (Markus Zusak)
4°- Crônica de uma vida de mulher (Arthur Schnitzler)
5°- Flores azuis (Carola Saavedra)
6°- História do pranto (Alan Pauls)
7°- A saga do mentiroso (Jeremy Campbell)
8°- Lua Nova ( Stephenie Meyer)
9°- Comer, rezar e amar (Elizabeth Gilbert)
10°- Veneno remédio: o futebol e o Brasil (José Miguel Wisnik)
12°- Putas Assassinas (Roberto Bolaño)
13°- Ontem não te vi em Babilônia (Antônio Lobo Antunes)
14°- O maníaco do olho verde (Dalton Trevisan)
15°- O sol do Brasil ( Lilia Moritz Schwarcz)

Fonte: site Yahoo.com

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Gosto

Gosto quando abres minha porta e
deslizas no meu corpo.
Gosto quando invades meu âmago e
cintilas minha alma.
Gosto quando transcendes meu gemido e
aqueces meu suor.
Gosto quando falas sem sentido e
deslumbras meu pensar.
Gosto quando pensas em loucura e
me arranhas a idéia.
Gosto quando vibras meu sorriso e
ofuscas minha tristeza.
Gosto quando tocas meu orgulho e
iluminas minha noite.
Gosto quando ousas em partir e
me satisfazes outra vez.
Gosto quando tragas meu desconfiar e
me desabas teu afeto.
Gosto quando estimas meu prazer e
vociferas meu corpo.
Gosto quando fechas teu olho e
me abres teu caminho.
Gosto quando fazes o que quero e
tranformas minha vida.
Gosto quando faço o que queres e
te devolvo o que cedes.

(Codinome Pensador)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Vida e morte de Bettie Page





"Bettie Page personificou o estereótipo dos anos cinquenta e a sexualidade escondida por baixo da superfície" Disseram as autoras Karen Essex e James L. Swanson no livro "Bettie Page: A vida de uma lenda das pin-ups", de 1996.
Bettie Mae Page nasceu em 22 de abril 1923, em Nashville, foi mandada para um orfanato com mais duas irmãs depois que o pai dela foi preso. Page descrevia seu pai como um "monstro sexual" que começou a molestá-la aos 13 anos de idade.
Formada em artes, ela fez seus primeiros trabalhos como modelo nos anos 1940, após mudar-se para San Francisco.
A modelo e atriz Bettie Page, cujas fotos eróticas popularizaram o termo "pin-up" nos anos 50 e ajudaram a desencadear a revolução sexual dos anos 60, morreu 2 de janeiro de 2008, de pneumonia em Los Angeles, aos 85 anos.
A partir de 1950, Bettie Page passou a ser a modelo mais fotografada do mundo, especialmente de biquíni e lingerie. Em janeiro de 1955, chegou ao ápice da carreira, ao se capa da rvista Playboy transformando-se em celebridade. Sua imagem virou febre e foi estampada desde cartas de baralhos à álbuns de figurinhas. Na época, seus pôsteres sensuais decoravam os quartos dos jovens (daí a origem do termo "pin-up", isto é, fotos antigas de mulheres para se pendurar na parede, que ganharam esse nome por se destinarem a algo como "espetado").
Page foi considerada uma das mulheres mais sensuais nos anos 50 e chegou a ser considerada pelo criador da revista Playboy, como a modelo do século por seu ensaio em 1955.
"Ela capturou a imaginação de uma geração de homens e mulheres com seu espírito independente e sua sensualidade sem vergonha. Ela era a encarnação da beleza", disse Hugh Roesler (criador da revista Playboy).
Suas fotografias com pouca roupa chocaram a sociedade americana antes da revolução sexual dos anos 60.
Mais tarde, Page passou décadas longe dos holofotes, lutou contra uma doença mental e se tornou uma cristã convertida. Ela voltou à cena na década de 90, ao conceder algumas entrevistas, nas quais se recusava a ser fotografada.

Fonte: Revista Playboy

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Salvador Dalí
















"O verdadeiro pintor é aquele capa de pintar

cenas extraordinárias em meio a um deserto vazio.

O verdadeiro pintor é aquele capaz de pintar

pacientemente uma pera cercado dos

tumultos da história."

(Salvador Dalí)

Eu vi. Filme: Quem quer ser um milionário?

Sinopse: Jamal K. Malik (Dev Patel) é um jovem que trabalha servindo chá em uma empresa de telemarketing. Sua infância foi difícil, tendo que fugir da miséria e violência para conseguir chegar ao emprego atual. Um dia ele se inscreve no popular programa de TV "Quem Quer Ser um Milionário?". Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida as respostas das perguntas feitas.

Ficha Técnica: Direção:Danny Boyle/ Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 2008/ Título Original: Slumdog Millionaire/ Gênero: Drama/ Elenco: Dev Patel (Jamal K. Malik)
Ayush Mahesh Khedekar (Jamal K. Malik - criança), Tanay Chheda (Jamal K. Malik - jovem), Freida Pinto (Latika),Rubiana Ali (Latika - criança),Tanvi Ganesh Lonkar (Latika - jovem), Madhur Mittal (Salim), Azharuddin Mohammed Ismail (Salim - criança), Ashutosh Lobo Gajiwala (Salim - jovem).

Premiações: Recebeu 10 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original, Melhor Som e Melhor Edição de Som.
Ganhou 4 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.
Ganhou 7 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme Britânico, Melhor Ator (Dev Patel), Melhor Atriz Coadjuvante (Freida Pinto) e Melhor Direção de Arte.

Curiosidades: Os cachês dos três atores mirins que protagonizam o filme foram depositados em um fundo, para que sejam apenas retirados quando completarem 16 anos. Além disto os produtores se responsabilizaram pela contratação de um motorista que os levará ao colégio todos os dias até que cheguem à mesma idade.
O ator que autografa a foto para Jamal ainda criança é o verdadeiro Amitabh Bachchan, que apresentava a versão indiana do programa de TV "Quem Quer Ser um Milionário?".
A poça de fezes exibida no filme foi feita a partir de um combinado de manteiga de amendoim com chocolate.
A Mercedes-Benz pediu que sua logomarca fosse retirada dos carros que são vistos nas cenas em favelas no filme, por acreditar que sua presença prejudicaria a imagem da empresa.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Sob o signo de libra

Sob o olhar de libra
Ficou mais fácil de achar o meu caminho

Sob o signo de libra
O amor me mostrou toda a sua grandeza

Signo de ar que tira meu ar
Tirou de mim: dias comuns, noites iguais, horas em vão

Signo da balança
Equilibra meu corpo e a brasa incandescente do meu prazer

Sob signo de libra estão as estrelas do meu céu zodiacal
Ursa maior, Cassiopéia, Orion: dançam na imensidão

Signo de Librium
Faço em ti o meu lar

Com o sétimo signo
Descobri a diferença entre amor, desejo e paixão

Sob o signo da balança
Sustento o sossego de minha alma para dormir e sonhar

Sob o olhar de libra
Me encontrei em forma de poesia

Sob o signo de libra
Descobri o que é amar.

(Codinome Pensador)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Conjugação

Sou o escárnio que te persegue
Sou a saga sangrenta da sua cútis
Sou o seu deja vú.

Deixe-me sorver seu néctar
Deixe-me ser sua lenticela
e como uma ponte
permito-me ser caminhado.

Solte-se livre feito esporo
Sinta-se leve feito pólen
e como um feto
permita-se ser amado.

(Codinome Pensador)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Além do bem e do mal

O belo pode ser simples
O simples pode ser belo
Além dos olhos
Um firmamento
Metafísica

Schopenhauer
E a coisa-em-si
O tempo e o espaço
Um poema superior
Parerga e Paraliponema

Uma realidade
Um pensamento
Além do irracional e do amor
Só resta a razão
Para compensar a dor

Um fingimento
Um espírito elevado
Uma sabedoria sublime
Schopenhauer
Filósofo da dúvida

Frio, pessimista
Virtudes não ensinam nada mesmo
O essencial
Suprema felicidade
Conhecimento de nós mesmos

Dois caminhos
Dentro de nós
Além do bem e do mal
Um louco, um gênio
Schopenhauer.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Infelizmente ninguém pode ser Benjamin Button.

Só a saudade faz as coisas pararem no tempo
Infelizmente o tempo não pára
Tempo, tempo, tempo, tempo...
É a ordem natural de tudo
Oh! Cronos pai de Zeus tenha piedade de nós!
Te ofereço elogios, te ofereço rimas ricas

Quantas vidas vou ter que viver ainda?
E colher a fruta da árvore da juventude
Não importa agora, tenho longos anos para não pensar na idade
Jovens tem o seu próprio tempo
Jovens tem tempo pra aprender
Jovens tem páginas ainda a escrever

Em quais das sete idades estou?
Qual a idade do universo?
Oh! dúvida cruel!
Talvez eu não esteja na flor da idade
Talvez eu não envelheça aos 18 e não rejuvenesça aos 80

Infelizmente ninguém pode ser Benjamin Button.

Vai chegar um tempo da cor grisalho-acinzentado
O espírito envelhece?
A velhice é um estado de espírito?
Velhice são as quatro estações
Velhice são os que vencem todas as gerações
Velhice são os que vêem a paisagem adormecida de uma vida longínqua.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Namastê pra você!!!


Namastê é o cumprimento em sânscrito que usamos no final da prática e significa “a minha essência saúda a sua essência” ou “O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você”. Essa saudação invoca a percepção de que todos compartilhamos da mesma essência, da mesma energia e, portanto, não há distinção ou competitividade entre os praticantes. Aprendemos a ver nos outros um reflexo de nós mesmos: alguém que também chora, ri, sofre e ama como nós. Assim, desenvolvemos a compaixão e a conexão com tudo o que nos rodeia.
Utiliza-se na India e no Nepal por Hindus, Sikhs, Jainistas e Budistas. Nas culturas indianas e nepalesas, a palavra é dita no início de uma comunicação verbal ou escrita. Contudo, o gesto feito com as mãos dobradas é feito sem ser acompanhado de palavras quando se despede. No yoga, namaste é algo que se dirá ao instrutor e que, nessa situação, significa “sou o seu humilde criado”.
Ainda quando saudação, um "namastê" pode ser dito com as mãos juntas em frente ao tórax com uma ligeira curvatura. Para indicar profundo respeito, pode-se colocar as mãos em frente a testa, no caso de reverencia à um deus ou santidade, coloca-se a mão completamente acima da cabeça.
Namaste é também usado como um cumprimento na comunicação escrita, ou geralmente entre pessoas que se conhecem.
Em algumas partes da India o "namastê" é usado não somente para cumprimentar Hindus mas para todo mundo. As saudações completas para Muslims são Assalamu Alaikum e para Sikhs é Sat Sri Akaal. Mas "namaste" é aceitado em todas religiões.
Entretanto, no Sri Lanka, esta comumente tem um significado diferente. O gesto é usado para saudar (bem como se despedir) de pessoas com o verbo "Aayubowan". Aayubowan significa de forma aproximada, "que você tenha uma longa vida". Quando usado em funeráis para cumprimentar os convidados, a parte verbal é geralmente omitida. O gesto aayubowan é também um símbolo cultural do Sri Lanka e da hospitalidade cingalesa. Este também é usado por comissários de bordo cingaleses para cumprimentar os passageiros e em outros sinais de hospitalidade.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A guerra

Para dar certo, Istoé, errado, uma guerra precisa de um inimigo, algumas armas e muita raiva

Devido ao grande interesse que a guerra vem suscitando através dos tempos, observamos que muita gente fala realmente da guerra sem saber exatamente da sua história. Para esclarecer aos interesses fizemos um pequeno levantamento que passamos a transcrever para melhor elucidação do assunto. A guerra foi inventada pouco antes da Idade Média por um obscuro filósofo da península Ibérica, Giovanni Guerra, e passou imediatamente a se chamar guerra em sua homenagem. A primeira vez que Giovanni Guerra demonstrou sua invenção para o rei Luigi, o Louco, assim chamado exatamente por causa da sua mania de ser rei, apesar de ser mulher e mãe de cinco filhos, várias pessoas morreram e o rei ficou furioso, ordenando que Giovanni levasse aquela invenção para fora das fronteiras do seu reino. Estava assim criada a primeira guerra entre dois reinos, já que o rei vizinho, Giacommo, o Louro, um moreno teimosíssimo, tomou aquilo como uma ofensa pessoal e revidou.

Evidentemente, o pequeno jogo de guerra, como Giovanni o chamava, foi se aperfeiçoando pelos anos afora e seu inventor jamais supôs que se iria aos requintes bélicos dos botões. Em síntese, quando começou eram apenas estes os requisitos para uma boa guerra:

1 – Um inimigo: Sem um inimigo dificilmente se fará uma boa guerra. As pessoas vão acabar simpatizando entre si sem atacar ninguém. A não que se trate de uma guerra civil, em que as pessoas, sem a menor cerimônia, se matam na sua própria língua.

2 – Raiva: Com raiva a guerra é feita muito mais facilmente, já que quem ganha a guerra é quem liquida o maior número possível de inimigos. Um dos dois lados em guerra sempre ganha e outro sempre perde. É praticamente impossível empatar uma guerra.

3 – Armas: Sem elas as guerras não passam de vulgares escaramuças. De preferência, as partes interessadas na luta devem usar armas do mesmo porte. Ex: canhão contra canhão, canivete contra canivete. Nunca usar canivete contra canhão, senão a guerra acaba logo.

4 – Espiões: Perfeitos para aumentar o período de duração das guerras. Devem sempre fornecer informações de um inimigo para outro. Já que dificilmente essas informações serão corretas, os conflitos ficarão por isso mesmo mais conflituados.

5 – Roupa: Último e mais importante requisito de todos. Sem roupas as pessoas teriam de guerrear nuas, que seria imediatamente considerado imoral, ficando a guerra proibida.

Por este pequeno apanhado sentimos imediatamente a genialidade do inventor, homem sempre preocupado com seus semelhantes, ou melhor, com a maneira de eliminá-los. Devido a seus esforços e ao sucesso que alcançou sua invenção, só resta pedir que concedam, a título de postulo, a Giovanni Guerra, o Prêmio Nobel da Paz.

(Jô Soares)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Divas doidas demais




A cantora britânia Amy Winehouse vem causando muita polêmica com suas loucuras. Uma das melhores cantoras da atualidade está a degradar-se aos olhos de toda gente e cada vez vai fazendo coisas piores.
Amy, que começou sua carreira brilhantemente, vencedora de vários Grammys, está indo pro fundo do poço, cada vez mais surta nas ruas, está extremamente magra, perdendo dentes e para ter uma idéia de suas loucuras, a cantora já foi flagrada fazendo suas necessidade fisiológicas no meio da rua completamente drogada, sem contar que alguns reportes e até mesmo alguns fãs já foram suas vítimas. Também, Amy Winehouse já foi fotografada bêbada, fazendo xixi na sua próprio roupa e vomitando nas pessoas que estavam em sua volta. Enfim, Amy extrapolou os limites e sua loucura que começa a beirar o ridículo. Amy Winehouse que é um dos poucos talentos unânimes revelados pela música em anos, tanto da parte da crítica como de público. E por isso, faz tanto sucesso entre nós aqui no Brasil e no mundo. Dona de uma voz irreverente, delirante, inebriante. Então, depois de todos esses argumentos, quem ainda pensa em salvar a música de Amy Winehouse? Será que vamos nos cansar dela e mandá-la para o inferno? E que se lasque de uma vez… Ou Save Amy Winehouse? Vamos torcer pelo melhor dela, até porque a esperança é a última que morre e se Deus quiser Amy não vai morrer tão cedo.

Aos 12 anos Billie Holiday foi trabalhar lavando chão e fazendo faxina em um prostíbulo. Morando só ela e a mãe e sem parentes próximos para ajudar, Billie começou a se prostituir e antes dos 20 anos já tinha sido fichada e presa por prostituição.O dinheiro não era suficiente para pagar o aluguel e mãe e filha foram ameaçadas de despejo por falta de pagamento.
Billie então foi se oferecer como dançarina em um local noturno. Foi um verdadeiro fiasco, pois ela não levava o menor jeito pra dança, mas o pianista ficou tão impressionado e penalizado, que perguntou se pelo menos ela sabia cantar.Conseguiu o emprego e após 3 anos cantando em bares noturnos, grava seu primeiro disco, com a orquestra de Benny Goodman.
As coisas melhoraram e ela canta e grava com Duke Ellington, Ted Wilson, Count Basie e Louis Armstrong. Billie transformava uma canção banal em pequena obra de arte.
Os anos 40 foram para Billie anos de muita bebida, muita droga, ou melhor, de todas as drogas, amores infelizes e muita pancadaria. Billie raramente teve paz ou tranqüilidade na sua vida. Billie Holiday morreu em 17 de julho de 1959. Para conhecer sua vida não é preciso ler nenhuma biografia, mas apenas ouvir sua voz.

Janis Joplin nasceu numa sólida família de classe média. Aos 17 anos, ela saiu de casa e começou a cantar em bares de Houston e Austin, no Texas, para juntar dinheiro e ir para a Califórnia.
Após um grande sucesso do primeiro LP com os Big Brothers, sua primeira banda, a gravadora Columbia Records assinou um contrato e Joplin a partir daí já começava a ofuscar a banda, chegará a hora de seguir carreira solo, tornar-se então uma superstar, começou aí a se envolver demais com álcool e drogas, tornando-se uma viciada em heroína.
Janis Joplin morreu de overdose de heroína em 4 de outubro de 1970, em Los Angeles, com apenas 27 anos.
Janis Joplin foi considerada a principal cantora branca de blues dos anos 60, e certamente uma das maiores estrelas daquela época. A publicidade, que trouxe à tona sua vida sexual e seus problemas com álcool e drogas, conseguiu torná-la, de certa forma, uma lenda.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Poeta

Poeta
Paranaense marginal
Polonês polonaise
Poesia de haikai
Poesia de vanguarda
Poesia de invenção
Poética linguagem
Poética cheia de noite, cheia de dor, cheia de rigor, cheia de luz
Porta-voz das palavras
Palavras aos milhões, plurais
Palavras enganadosamente ingênuas
Poliglota, metapoeta profundo da pressa e do presságio
Paixão de Alice
Pai dos poemas breves
Pai de Áurea Estrela
Pai de guerras que acontecem dentro da gente
Professor do tudo dito, nada feito, fito e deito
Professor do haja hoje para tanto ontem
Prosador passionário da experimentação
Poeta grande é brilhante como um diamante, nunca é antigo, é pensamento vivo
Poeta perfeito é transformar utopia em algo real, nunca é mortal, é eterno
Perfeito sinônimo para perpetuar Paulo Leminski.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Calvin e Haroldo












Amores

Amores possíveis, amores impossíveis
Amores que matam, amores incondicionais
Amores
de músicas , amores de livros
Amores de novela, amores de verão

Amores.

A cabeça num telefonema, o coração no estômago, na garganta um nó
Meus olhos não enxergam, meu amor cego olhar pra mim
Meu corpo parece levitar, minha temperatura começa a subir
E um frio na espinha como companhia
Será que amar será o começo do meu fim?

Eu vou tentar escrever uma canção de amor
Talvez assim meu coração volte para o lugar
O problema é que não mando mais no meu coração
Fumar o passado, beber o futuro
Talvez assim dissipe as trevas das profecias do presente.

Amores se escondem nos pensamentos
Se escondem dentro de nós
Amores voam, partem para nunca mais voltar
Só nos resta é dizer adeus
E guardar apenas um retrato pra esquecer o inesquecível.

Amores frágeis, amores fortes
Amores platônicos, amores reais
Amores bandidos, amores sadios
Amores de verdade, amores de pica.
Amores.

Eu vi. Filme: O Escafandro e a Borboleta

Sinopse: Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.
Ficha Técnica: Direção: Julian Schnabel. Ano de Lançamento (França / EUA): 2007. Título Original: Le Scaphandre et le Papillon. Gênero: Drama. Elenco: Mathieu Amalric (Jean-Dominique Bauby), Emmanuelle Seigner (Céline Desmoulins), Marie-Josée Croze (Henriette Durand), Anne Consigny (Claude).

Premiações: Recebeu 4 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Roteiro Adaptado. Ganhou os prêmios de Melhor Diretor e o Grande Prêmio Técnico, no Festival de Cannes.

Curiosidades: Inicialmente seria Johnny Depp o intérprete de Jean-Dominique Bauby, mas ele teve que deixar o projeto devido à agenda de filmagens de Piratas do Caribe - No Fim do Mundo (2007).

O Segredo dos Templários


Muitos são os enigmas que envolvem a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Ainda hoje em dia, quase tudo o que se sabe sobre esses guerreiros monásticos se perde em um confuso emaranhado de lendas e suposições.

Mais conhecidos como Cavaleiros Templários, durante muito tempo eles foram vistos como homens de fé e coragem, que arriscavam a vida para proteger os cristãos na Terra Santa. Mas essa não foi a única imagem que deixaram: em sua trajetória, chegaram a ser apontados como negociantes oportunistas que negavam a moral cristã e estavam interessados apenas em consolidar seu poderio na Europa Medieval e, ainda, como sábios do ocultismo, iniciados nos princípios da alquimia e em milenares conhecimentos esotéricos.

Enquanto os estudiosos não encontram respostas definitivas, o acirrado debate sobre o verdadeiro propósito da Ordem do Templo desafia os séculos, ao lado de outras questões intrigantes, como a hipótese de que a reunião dos antigos cavaleiros teria se transformado em uma sociedade secreta e a suspeita de que ela guardaria tesouros de valor incalculável - como o Santo Graal (o cálice que recolheu o sangue de Jesus) ou a Arca Perdida (com, os mandamentos ditados por Deus a Moisés).

Cavaleiro templário

A Ordem dos Templários, que se tornou uma das mais poderosas e controversas organizações da história, foi fundada em 1119, quando nove cavaleiros franceses, entre eles Hugo de Payns e André de Montbard, anunciaram ao Rei Balduíno l de Jerusalém a intenção de criar uma ordem de monges guerreiros para escoltar e defender os peregrinos cristãos que viajavam a Terra Santa. Estávamos no tempo das Cruzadas, em que os cristãos tinham não apenas conquistado importantes cidades sagradas, como Jerusalém, Trípoli e Antioquia, mas também promovido uma verdadeira carnificina, matando milhares de seguidores de Maomé (chamados também de sarracenos, islâmicos, mouros ou muçulmanos), sem poupar nem mesmo mulheres e crianças. Em busca de vingança, agora era a vez de os sarracenos atacarem os cristãos, assaltando ou matando os peregrinos que se propunham a se aventurar nas estradas que levavam aos lugares santos. Nascia, assim, a justificativa ideal para a criação de uma ordem militar da Igreja Católica, que prometia se entregar de corpo e alma na luta contra os infiéis.

Tão logo a Ordem do Templo foi criada, instaurou-se a polêmica a seu respeito. Sendo a primeira organização militar da história da Igreja Católica, esbarrava em uma complicada contradição: como conciliar o derramamento de sangue com os ensinamentos de amor e não-violêneia de Jesus Cristo? A resposta estava na devoção religiosa. Ao entrar para a ordem, os cavaleiros faziam votos de castidade, obediência e pobreza, jurando abandonar as tentações do mundo em nome de uma verdade espiritual. Movidos pelo idealismo cristão, eles não tinham outro motivo para lutar senão combater as forcas do mal. Em uma época carente de heróis e imersa em conflitos políticos e religiosos, não demorou muito para que esses mordes guerreiros passassem a ser vistos como cavaleiros honrados e destemidos, dispostos a tudo para proteger sua fé.

Ao mesmo tempo em que tornavam suas vitórias e seu idealismo conhecidos, os templários passaram a receber um grande número de doações em dinheiro, terras ou propriedades. Em sua maior parte, as ofertas vinham de nobres e soberanos que, guiados pelo misticismo da época, acreditavam que com esse ato expiariam seus pecados e ganhariam a salvação no Reino dos Céus. Logo, castelos, terrenos, moinhos, aldeias e outros bens faziam parte da Ordem. Com isenção de impostos, os templários sabiam como fazê-los render: as terras e propriedades eram arrendadas e geravam ainda mais dinheiro. Perto do ano 1300, a Ordem dos Templários havia se transformado em uma das maiores redes de influência da Europa, algo como uma multinacional medieval, que envolvia bancos, transportadoras e uma série de outros serviços ligados à administração, finanças e comércio.

Enquanto o sucesso financeiro dos cavaleiros aumentava dia a dia, o mesmo não se podia dizer a respeito das suas ações militares, que cada vez amargavam mais derrotas contra o exército dos muçulmanos. Com a reputação abalada, os templários lutavam para se reerguer quando caíram nas garras do poderoso Rei Felipe, o Belo, da França, que decidiu se apoderar da fortuna da Ordem. Aliado ao papa Clemente V, o soberano tramou uma conspiração para acusar os cavaleiros de hereges, assassinos e adoradores do Diabo. Ao final de um processo cheio de irregularidades, os membros da Ordem foram queimados vivos em praça pública, e seus bens confiscados pelo rei francês. Jacques De Molay, o último grão-mestre dos templários, foi um dos quase 500 guerreiros levados à fogueira em Paris. Acabava, com ele, todo o esplendor e glória da linhagem original dos cavaleiros templários.

Cruz e espada

Entre os muitos símbolos dos cavaleiros templários, a cruz vermelha aplicada sobre um esvoaçante manto branco se tornou o mais conhecido. Concedida à Ordem em 1148, pelo papa Eugênio III, a cruz devia ser colocada sempre acima do coração e, segundo alguns historiadores, seus quatro lados iguais representavam o equilíbrio perfeito entre a realidade material e espiritual.

O manto branco, por sua vez, simbolizava pureza e castidade, assim como uma pesada pele de carneiro que os cavaleiros eram obrigados a usar sob as roupas. Se um templário perdesse uma dessas vestes sagradas, imediatamente recebia uma rígida punição, que poderia chegar até a autoflagelação. Além da cruz e do manto, um dos mais famosos símbolos dos monges guerreiros era o emblema da Ordem, que trazia o desenho de um cavalo com dois cavaleiros, representando a irmandade e a humildade.

Fonte: livro "O Segredo dos Templários" de Lynn Picknett e Clive Prince.